Como Elaborar um Fluxo de Caixa com Base em Demonstrações Encerradas

Neste artigo, veja de forma prática como calcular o fluxo de caixa a partir das demonstrações financeiras e contábeis encerradas.

Para elaborar um fluxo de caixa com base em demonstrações financeiras encerradas precisamos apenas de:

• Dois balanços patrimoniais e;
• A demonstração de resultado referente ao período entre os 2 balanços patrimoniais.

Exemplo: Se tivermos os balanços patrimoniais encerrados em 30/06/18 e 30/09/18, precisamos da demonstração de resultado (DRE) no período de 1º de julho a 30 de setembro de 2018.

Notas explicativas ajudarão a lapidar os valores do fluxo de caixa. Todavia, a essência do conteúdo não será modificada por elas. A última linha do fluxo de caixa apresentará um superávit ou déficit final.

O superávit ou déficit final será sempre um valor único. O que poderemos mudar é a forma de apresentação do fluxo de caixa. Porém, o número final nunca.

As 4 Regras Básicas

1. O fluxo de caixa resulta da DRE ajustada pela variação dos saldos das contas do balanço patrimonial. Vamos tomar a DRE do 3º trimestre de 2018, e ajustar pela variação dos saldos entre os balanços de 30-9-18 menos 30-6-18.

2. Cada linha da DRE é ajustada pela variação do saldo das contas que se relacionam com esta linha da DRE. Exemplo: a linha das receitas é ajustada pela variação do saldo das contas de Clientes, Duplicatas Descontadas e Adiantamento de Clientes.

3. Os eventos que demandam ou oferecem caixa são os seguintes:

DEMANDAM CAIXA OFERECEM CAIXA
Aumento nas contas do ativo Redução nas contas do ativo
Redução nas contas do passivo Aumento nas contas do passivo

4. Regra mais ortodoxa: A variação do saldo das contas do ativo é precedida do sinal de menos. A variação no saldo das contas do passivo é precedida do sinal de mais.

Dada a extensão deste assunto vamos tratá-lo em 2 partes. Na primeira chegaremos até a elaboração do fluxo de caixa pelo método direto, já na segunda parte apresentaremos o ajuste do IR/CSLL.

Além disso, apresentaremos a interpretação da metodologia do fluxo de caixa e o fluxo de caixa elaborado pelo método direto.

Caso Prático

Vamos elaborar o fluxo de caixa com base nas demonstrações contábeis apresentadas a seguir.

Dois balanços encerrados em 30 de abril e 31 de maio:

Abreviações: DA = Depreciação Acumulada; C&R = Capital e Reservas; LA = Lucros Acumulados.

DRE referente ao mês de maio:

Venda bruta $30.000
(-) Impostos ($4.500)
(=) Venda líquida $25.500
(-) Custos ($15.000)
(=) Lucro bruto $10.500
(-) Despesas operacionais ($5.000)
(+) Receitas financeiras $21
(=) Lucro operacional $5.521
(-) Despesas financeiras ($300)
(=) Lucro antes do IR/CSLL $5.221
(-) Provisão para o IR/CSLL ($1.566)
(=) Lucro líquido $3.655
(-) Provisão para dividendos ($914)
(=) Lucros retidos $2.741

Algumas considerações importantes sobre as demonstrações contábeis:

• Neste texto, a palavra a palavra caixa adquire o significado do dinheiro imediatamente disponível mais as aplicações financeiras de curtíssimo prazo.

• A variação no saldo de caixa de $471 aponta o superávit que deverá aparecer no fluxo de caixa calculado para o mês de maio.

• Os lucros retidos no mês de maio de $2.741 correspondem à variação do saldo de lucros acumulados.

• A receita financeira de $21 está sendo considerada dentro do lucro operacional. Motivo: A receita financeira advém da aplicação dos excedentes de caixa, que resultam do excesso das entradas de caixa da operação sobre as saídas.

• A despesa financeira de $300 está sendo tratada após o lucro operacional. Motivo: O lucro operacional provém da gestão dos ativos operacionais, independentemente de como estes foram financiados. Portanto, o lucro operacional contempla apenas os custos da operação. Os custos da estrutura de capital, como os juros, são deduzidos do lucro operacional.

A seguir, apresentamos o fluxo de caixa do mês de maio elaborado a partir das demonstrações contábeis:

Note que, por falta de espaço, foram omitidos as palavras recebimento e pagamento da introdução de cada linha do fluxo de caixa. Portanto, ao ler “Vendas”, entenda-se “Recebimento por Vendas”. Em “Impostos”, “Pagamento de Impostos”.

As considerações mais importantes utilizadas na elaboração do fluxo de caixa para o mês de maio foram as seguintes:

• A primeira providência realizada foi a determinação da variação do saldo das contas do balanço. Encontram-se ao lado de cada linha do balanço.

• O método utilizado foi o Direto. Apresentou-se o fluxo de caixa em grandes blocos: Recebimento por Vendas, Pagamento de Impostos, Pagamento de Custos, etc. O método Indireto será apresentado ao final desse texto e aprofundado em outro artigo.

• Toda a DRE está contida no fluxo de caixa. A cor azul foi utilizada para o destaque.

• Todas as variações de saldo de balanço também estão contidas no fluxo de caixa. São 2 os detalhes que algumas vezes confundem: a variação no saldo de caixa de $471 é o próprio fluxo de caixa. A variação no saldo de lucros acumulados de $2.741 é o somatório de toda a DRE que está dentro do fluxo de caixa. As demais variações de saldo de balanço são mais evidentes.

• Cada linha da DRE foi ajustada com a variação do saldo do balanço com que se relacionam. Venda com Clientes, Impostos com Impostos a Pagar, etc.

• A variação no saldo da depreciação acumulada foi 100% ajustada contra custo. Um pedaço poderia ser ajustado contra despesa. Todavia, o fluxo de caixa operacional (FCO) não se altera onde quer que seja feito o ajuste da variação no saldo da depreciação.

• Não existe qualquer variação de saldo de balanço que mereça ser ajustada contra despesa.

• A receita financeira de $21 já nasce caixa, já que este contempla as aplicações financeiras.

• O fluxo de caixa operacional advém da gestão dos ativos operacionais, independentemente de como estes foram financiados. Portanto, o serviço da dívida aparece depois deste.

• O que separa o fluxo de caixa operacional (FCO) do fluxo de caixa do acionista (FCA) é o serviço da dívida (pagamento dos juros e principal). Entre o FCO e o FCA também apareceria a contratação de novos financiamentos, se estes existissem.

• Entradas e saídas de caixa de natureza não operacional são tratadas após a linha que denominamos fluxo de caixa final.

• O FCO é o lucro operacional ajustado pela depreciação e pelo pagamento de imposto de renda e CSLL, adicionado ou subtraído pela variação dos investimentos em ativos fixos e capital de giro.

• A variação de saldo de todas as contas do ativo é precedida do sinal de menos (-). A variação de saldo de todas as contas do passivo é precedida do sinal de mais (+).

Como Interpretar a Metodologia Utilizada para Elaborar o Fluxo de Caixa

No tópico anterior apresentamos a metodologia para elaboração do fluxo de caixa pelo método direto.

 

FLUXO DE CAIXA PARA O MÊS DE MAIO VALORES
Método Direto
(+) Vendas = + Vendas – (Variação de Clientes)
(+) Vendas = + $30.000 – ( + $2.000) $28.000
(-) Impostos = – Impostos + (Variação de Impostos a Pagar)
(-) Impostos = – $4.500 + ( + $250) ($4.250)
(+) Custos = – Custos – (V. Est.) + (V. Forn.) – (V. Depr. Acum.)
(-) Custos = – $15.000 – ( + $1.000) + ( + $700) – ( – $500) ($14.800)
(-) Despesas = – Despesas +/- (Variação de ?)
(-) Despesas = – $5.000 ($5.000)
(+) Receita Financeira = + Receita Financeira +/- (Variação de ?)
(+) Receita Financeira = + $21 $21
(-) Imposto de Renda = – Provisão de IR + (Variação de IR a Pagar)
(-) Imposto de Renda = – $1.566 + ( + $166) ($1.400)
(=) FCO antes dos Investimentos
(=) FCO antes dos Investimentos $2.571
(-) Investimentos = – (Variação do Imobilizado)
(-) Investimentos = – ( + $200) ($200)
(=) FCO após os Investimentos
(=) FCO após os Investimentos $2.371
(-) Juros e Amortização = – Juros + (Variação de Empréstimos)
(-) Juros e Amortização = – $300 + ( – $1.000) ($1.300)
(=) Fluxo de Caixa do Acionista
(=) Fluxo de Caixa do Acionista $1.071
(-) Dividendos = – Prov. de Dividendos + (V. Div. Pagar)
(-) Dividendos = – $914 + ( + $314) ($600)
(+) Integralização de Capital = + (Variação de C&R)
(+) Integralização de Capital = + ( $0) $0
(=) FLUXO DE CAIXA FINAL
(=) FLUXO DE CAIXA FINAL $471

A interpretação da metodologia utilizada para elaboração do fluxo de caixa é a seguinte:

• O que importa é a variação no saldo das contas. Exemplo: a variação no saldo de clientes é de $2.000. Não interessa se o saldo da conta clientes aumenta de $28.000 para $30.000, de $100.000 para $102.000 ou de $157.000 para $159.000.

• Interpretação do “recebimento por vendas”:

(+) Vendas = + Vendas – (Variação de Clientes)
(+) Vendas = + $30.000 – ( + $2.000) $28.000

Se não houvesse a concessão de um crédito adicional de $2.000 a clientes, teria entrado no caixa da empresa no mês de maio $30.000. Porém, como aconteceu uma expansão na concessão de crédito no valor de $2.000, deixou de entrar $2.000 no caixa, entrando apenas $28.000.

• Interpretação do “pagamento de impostos”:

(-) Impostos = – Impostos + (Variação de Impostos a Pagar)
(-) Impostos = – $4.500 + ( + $250) ($4.250)

Se não houvesse o recebimento de um crédito adicional de $250 de governo (IPI, ICMS, PIS, Cofins e ISS), teria saído do caixa da empresa no mês de maio $4.500. Porém, como aconteceu uma expansão no recebimento de crédito no valor de $250, deixou de sair $250 do caixa, saindo apenas $4.250.

• Interpretação do “pagamento de custos”:

(+) Custos = – Custos – (V. Estoques.) + (V. Fornecedores.) – (V. Depr. Acum.)
(-) Custos = – $15.000 – ( + $1.000) + ( + $700) – ( – $500) ($14.800)

O investimento em estoques aumentou $1.000. O estoque cresce quando se compra mais do que se consome, ou quando se produz mais do que se vende.

– $15.000 – ( + $1.000) = – $16.000.

Leitura: produziu-se $16.000 e se consumiu $15.000. O excesso de $1.000 foi investido em estoques. Se fornecedores não tivessem expandido o recebimento do crédito em $700, estaria ocorrendo um desembolso de $16.000. Com a expansão no recebimento do crédito de $700, o desembolso passa a ser de $15.300 ($16.000 – $700). Todavia, dentro do valor de $15.000 tem uma depreciação embutida de $500, passando o desembolso de $$15.300 para $14.800 ($15.300 – $500).

• Interpretação do “pagamento de despesas”:

(-) Despesas = – Despesas +/- (Variação de ?)
(-) Despesas = – $5.000 ($5.000)

Não existe qualquer variação de saldo ajustada contra despesas. Portanto, consideramos toda a despesa de $5.000 como sendo paga à vista.

• Interpretação do “recebimento de receitas financeiras”:

(+) Receita Financeira = + Receita Financeira +/- (Variação de ?)
(+) Receita Financeira = + $21 $21

O termo caixa aplicado neste texto considera o caixa imediatamente disponível mais as aplicações financeiras de curtíssimo prazo (quase-caixa).

Portanto, a receita financeira de $21 já nasce caixa, ou é caixa por natureza.

• Interpretação do “pagamento de imposto de renda”:

(-) Imposto de Renda = – Provisão de IR + (Variação de IR a Pagar)
(-) Imposto de Renda = – $1.566 + ( + $166) ($1.400)

Se não houvesse o recebimento de um crédito adicional de $166 de governos (IR e CSLL), teria saído do caixa da empresa no mês de maio $1.566. Porém, como aconteceu uma expansão no recebimento de crédito no valor de $166, deixou de sair $166 do caixa, saindo apenas $1.400.

• Interpretação do “pagamento de investimentos”:

(-) Investimentos = – (Variação do Imobilizado)
(-) Investimentos = – ( + $200) ($200)

A demanda de caixa para investimentos fixos foi de $200.

O fluxo de caixa operacional no mês de maio é de $2.371.

Ou seja, a geração de caixa proveniente da gestão de todos os ativos operacionais é de $2.371.

(=) FCO após os Investimentos
(=) FCO após os Investimentos $2.371

• Interpretação do “pagamento de juros e amortizações”:

(-) Juros e Amortização = – Juros + (Variação de Empréstimos)
(-) Juros e Amortização = – $300 + ( – $1.000) ($1.300)

O pagamento do serviço da dívida foi de $1.300, considerando $300 de juros mais $1.000 de amortização do principal.

O fluxo de caixa que fica à disposição do acionista é de $1.071.

(=) Fluxo de Caixa do Acionista
(=) Fluxo de Caixa do Acionista $1.071

• Interpretação do “pagamento de dividendos”:

(-) Dividendos = – Prov. de Dividendos + (V. Div. Pagar)
(-) Dividendos = – $914 + ( + $314) ($600)

Se não houvesse o recebimento de um crédito adicional de $314 de acionistas, teria saído do caixa da empresa no mês de maio $914. Porém, como aconteceu uma expansão no recebimento de crédito no valor de $314, deixou de sair $314 do caixa, saindo apenas $600.

Não houve integralização de capital. A geração de caixa final no mês de maio foi de $471.

Como Tratar o Imposto de Renda e a Contribuição Social Sobre o Lucro

Inicialmente vamos reproduzir a demonstração do resultado do mês de maio apresentada:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DE MAIO
Vendas brutas $30.000
(-) Impostos ($4.500)
(=) Vendas líquidas $25.500
(-) CMV ($15.000)
(=) Lucro bruto $10.500
(-) Despesas operacionais ($5.000)
(+) Receitas financeiras $21
(=) Lucro operacional $5.521
(-) Despesas financeiras ($300)
(=) Lucro antes do IR $5.221
(-) Provisão para imposto de renda ($1.566)
(=) Lucro líquido $3.655
(-) Provisão para dividendos ($914)
(=) Lucros retidos $2.741

• A alíquota de IR é de 30% ($1.566 / $5.221)

• A provisão para imposto de renda de $1.566 é 30% do lucro de $5.221.

• O lucro de $5.221 é a diferença entre o lucro operacional de $5.521 e a despesa financeira de $300.

• Portanto, a provisão para imposto de renda de $1.566 pode ser desmembrada em:

– $1.656 – imposto de renda referente a 30% do lucro operacional de $5.521.
– $90 – economia fiscal referente a 30% das despesas financeiras de $300.

$1.566 é a diferença entre $1.656 menos $90.

Agora, vamos olhar um pedaço do fluxo de caixa referente ao mês de maio conforme apresentado:

(+) Receita Financeira = + $21 $21
(-) Imposto de Renda = – Provisão de IR + (Variação de IR a Pagar)
(-) Imposto de Renda = – $1.566 + ( + $166) ($1.400)
(=) FCO antes dos Investimentos
(=) FCO antes dos Investimentos $2.571
(-) Investimentos = – (Variação do Imobilizado)
(-) Investimentos = – ( + $200) ($200)
(=) FCO após os Investimentos
(=) FCO após os Investimentos $2.371
(-) Juros e Amortização = – Juros + (Variação de Empréstimos)
(-) Juros e Amortização = – $300 + ( – $1.000) ($1.300)
(=) Fluxo de Caixa do Acionista
(=) Fluxo de Caixa do Acionista $1.071

Observações:

Considere o fluxo de caixa operacional de $2.371 como um marco divisório:

Acima do FCO de $2.371 temos a provisão para IR de $1.566 que embute a economia fiscal de $90.
Abaixo do FCO de $2.371 temos a despesa financeira de $300 que não considera a economia fiscal de $90.

Portanto, o fluxo de caixa para o mês de maio contemplando todos os ajustes pertinentes é o seguinte:

FLUXO DE CAIXA PARA O MÊS DE MAIO (com ajustes) VALORES
(+) Vendas = + $30.000 – ( + $2.000) $28.000
(-) Impostos = – $4.500 + ( + $250) ($4.250)
(-) Custos = – $15.000 – ( + $1.000) + ( + $700) – ( – $500) ($14.800)
(-) Despesas = – $5.000 ($5.000)
(+) Receita Financeira = + $21 $21
(-) Imposto de Renda = – $1.566 $90 + ( + $166) ($1.490)
(=) FCO antes dos Investimentos = $2.481
(-) Investimentos = – ( + $200) ($200)
(=) FCO após os Investimentos = $2.281
(-) Juros e Amortização = – $300 + $90 + ( – $1.000) ($1.210)
(=) Fluxo de Caixa do Acionista = $1.071
(-) Dividendos = – $914 + ( + $314) ($600)
(+) Integralização de Capital = + $0 $0
(=) FLUXO DE CAIXA FINAL = $471

Observações:

• A economia fiscal de $90 é ajustada na linha pagamento de imposto de renda, que passa de $1.400 para $1.490 (mais $90).

• O fluxo de caixa operacional passa de $2.371 para $2.281 (menos $90).

• A economia fiscal de $90 é ajustada na linha pagamento de juros e amortização que passa de $1.300 para $1.210 (menos $90).

• Evidentemente a geração de caixa final de $471 não se altera.

• Este é o formato de apresentação “Nota 10”.

Como Elaborar o Fluxo de Caixa Pelo Método Indireto

Apresentamos anteriormente o fluxo de caixa operacional para o mês de maio pelo método direto.

Principais observações do método direto:

• No método direto o fluxo de caixa é apresentado em grandes blocos: recebimento por vendas; pagamento de impostos; pagamento de custos, etc.

• Os valores positivos mostram toda a DRE referente ao mês de maio. Os valores na entre parênteses mostram todas as variações de saldo das contas do balanço.

• Para enxergar o fluxo de caixa apresentado pelo método indireto, basta cumprir 2 providências:

1. Substituir toda a DRE pelo valor de lucros retidos de $2.741.

2. Rearranjar a apresentada das variações de saldo de balanço.

• A forma de apresentação do fluxo de caixa pelo método indireto é a seguinte:

FLUXO DE CAIXA PARA O MÊS DE MAIO VALORES
Método Indireto
ENTRADAS
Lucro retido $2.741
(+) Depreciação $500
(=) Lucro ajustado $3.241
(+) Variação de impostos a pagar $250
(+) Variação de fornecedores $700
(+) Variação de imposto de renda $166
(+) Variação de dividendos $314
Total das entradas $4.671
SAÍDAS
(-) Variação de clientes ($2.000)
(-) Variação de estoques ($1.000)
(-) Variação de empréstimos ($1.000)
(-) Investimentos ($200)
Total das saídas ($4.200)
Fluxo de caixa final (superávit) $471

Observações:

• O fluxo de caixa para o mês de maio está dividido em 2 grandes partes:

1. Parte das entradas (todos os eventos que contribuíram para aumentar o caixa).
2. Parte das saídas (todos os eventos que contribuíram para diminuir o caixa).

• Do lado das entradas verificamos que o lucro retido de $2.741 é somado à depreciação de $500 (que não é saída de caixa). O lucro ajustado passa para $3.241.

• Ao lucro ajustado de $3.241 são somados todos os eventos que contribuíram para aumentar o caixa: variação nos saldos de impostos a pagar, fornecedores, imposto de renda e dividendos.

• Do lado das saídas são somados todos os eventos que contribuíram para diminuir o caixa: Variação nos saldos de clientes, estoques, empréstimos e investimentos.

• Balanceando o fluxo de caixa encontramos um superávit de $471 (última linha da operação).

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