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O Rateio de Custos Indiretos deve ser considerado na avaliação de um novo investimento?

Artigo da série One Page - Elaborado por Francisco Calvalcante

A decisão sobre fazer ou não um novo investimento está ancorada na projeção de fluxo de caixa.

O fluxo de caixa projetado sustenta o cálculo do VPL, TIR e Payback. Estes são os principais indicadores calculados para apoiar a decisão de investimento.

Diz a regra: somente os fluxos de caixa incrementais devem ser considerados na projeção do fluxo de caixa.

  • Qual o fluxo de caixa incremental do investimento em capital fixo e capital de giro?
  • Qual o fluxo de caixa incremental da nova receita?
  • Qual o fluxo de caixa incremental de novos custos?


  • Em resumo: somente entram na conta os fluxos de caixas incrementais diretamente ligados ao novo investimento.

    Nenhuma parcela de custos indiretos já existentes deve ser levada em consideração. É o princípio do “com ou sem”. Ou seja, “com ou sem” o novo projeto, os custos indiretos já estão incorridos e são absorvidos pelas demais operações em andamento. Portanto, rateio de custo indireto já existente não deve impactar a análise de novas oportunidades de investimento.

    Pergunta: este procedimento está adequado?

    Depende! Vamos explicar:

    Novos projetos podem ser agrupados em duas categorias:

    1ª - Projetos para redução de custos.

    2ª – Projetos para aumento de receitas.

    Em se tratando da avaliação de um projeto para redução do custo de mão de obra, por exemplo, não devemos considerar rateio dos custos indiretos na estimativa do fluxo de caixa. Ou seja: o fluxo de caixa estimado deve considerar apenas a redução do custo direto da mão de obra.

    Em se tratando da avaliação de um projeto para aumento de receitas (lançamento de um novo produto, por exemplo) a coisa muda.

    Explicando: pense numa grande empresa que você conheça. Imagine esta empresa há 7 ou 8 anos atrás, vendendo a metade do que vende hoje.

    Pergunta: você acredita que os custos indiretos permaneceram inalterados neste período, crescendo apenas pela inflação?

    Claro que estes custos não devem ter crescido 50%, 60% ou 70%, mas algum crescimento importante certamente houve.

    Conclusão: numa perspectiva de longo prazo novos projetos que elevam receitas impactam de alguma maneira os custos indiretos. Portanto, na elaboração do fluxo de caixa para análise destes novos projetos deve ser considerado algum rateio de custo indireto.

    O critério de rateio é assunto para outra oportunidade. O importante é: algum rateio de custo indireto deve ser considerado na estimativa do fluxo de caixa de um novo projeto que contribua para aumento das receitas.

    Lembre-se: numa perspectiva de longo prazo os custos indiretos sobem pelo somatório de novos projetos que incrementam as receitas.

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